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Vocês brilham no escuro, de Liliana Colanzi traduzido por Bruno Cobalchini Mattos. Editora Mundaréu.

  • 30 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

Uma atração ao excêntrico dos espaços ordinários forjam a unidade dos contos de Vocês brilham no escuro, de Liliana Colanzi traduzido por Bruno Cobalchini Mattos.


Neste entrecruzamento entre mundos ancestrais, rastros de uma utopia tecnológica e uma melancolia manifestada em corpos desorbitados do real, Colanzi não explora apenas os riscos e limites dos novos acontecimentos e arranjos tecnológicos como também destrincha os atritos e angústias do viver em comunidade.


A América Latina aglutinada não em uma representação unívoca, os contornos especulativos e insólitos revelam um grau outro a esse território multifacetado e assolado por desigualdades sociais, por um elo contíguo a um passado de espessura mítica e sobretudo aberto à uma alteridade radical.


Uma imagística de sociedades suspensas por um tempo ora vertiginoso, ora vagoroso que irradiam um misto de ilusionismo, dores e até de uma espécie de fé.


 
 
 

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