nano resenha que fiz do Terra estranha, do Baldwin em julho de 2020.
- 31 de jan. de 2024
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terminei Terra estranha do Baldwin. um calhamaço estupendo. desmistificação da utopia americana de pátria livre aos filigranas de uma geografia emocional dos personagens em uma ny que se atomiza pelo sentimentalismo, pela violência e abismos dos temas revolvidos ali. a imagem em revinda do bojack (que me perseguiu a leitura quase toda) como uma voz irmanada das vozes cicerones do romance talvez possa ser explicada pela contínua tentação dos personagens em escaparem das realidades que tanto os atrai, os despersonalizam. essa perseguição em reverter o aquilo que foi desesperadamente desejado evoca um destino inegociável. talvez a ligação entre eles seja esse escarafunchar do urbano que a priori é um macrocosmo e diante do submundo de cada personagem se transvalora em um microcosmo que vai se tornando o caminho, a verdade e a não salvação de cada um.
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