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Os reizinhos do Congo, de Edimilson de Almeida Pereira. Ilustração de Graça Lima. Editora Paulinas.

  • 30 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 31 de jan. de 2024




Um livro que chega como cantiga. Edimilson de Almeida Pereira como o cicerone de um périplo de reminiscências, fabulações, melancolia e resistência. Um livro que fica como festejo, história e afeto. O Congado como precipitador de memórias e tradições que reconectam o povo negro à força de sua ancestralidade.


A primeira história em ritmo de poema do livro conta da chegada da festa, a história do reizinho coroado, celebrações de coisas do tempo em que os avós dos avós do reizinho atravessaram o oceano. Por isso todos vão à rua dançar esses mistérios.


A outra história é da rainha-menina de Congo. "Suas tranças se emendam para alongar a família. Antes dela, sua avó e sua mãe surgiram do ventre da noite." Figura de poder e catalisadora de um onirismo, bálsamo de memórias, guardiã do encontro entre lua e sol.


Lena e Laura pedem a história e seguem inventando trechos depois da leitura. As ilustrações de Graça Lima presentificam mundos e prolongam histórias da ancestralidade negra que nos trouxeram para cá.


 
 
 

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