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O ensaio, de Nathan Fielder. HBO.

  • 30 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 31 de jan. de 2024

A torção do gênero reality show, a dicção das múltiplas perspectivas de um documentário e a inteligência artificial como dispositivo de chistes, já que seu uso não é garantia de acertos, e ainda rende uma fatura de caos e alívio, forjam o objeto não-identificado do áudio-visual assinado por Nathan Fielder. Joselitismo e uma compaixão absurdista em que alteridade vira moeda pra simulações a la dogma 95. TREM DE DOIDO.


Em O ensaio, da HBO, o absurdismo como mote narrativo se alia à premissa do programa: o método nathan de preparar participantes para acontecimentos decisivos da vida real. Com seus exercícios joseliticos de simulações e simulacros que funcionariam como moldes para um acesso triunfal ao acerto de contas com outras pessoas, o programa mira na inauguração de um bem estar às voltas com a reconquista do dístico verdade/liberdade e repovoa o mal-estar com sentimentos que só quem assistir poderá nomeá-los.


Uma sintaxe de bizarria e entretenimento com infusôes de ética de todas as sortes. Um show da linguagem e da ficção.


 
 
 

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