Jamanta na testa, de Maíra Mendes Galvão. Editora Quelônio.
- 30 de jan. de 2024
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Atualizado: 31 de jan. de 2024
vamos mudar, de novo, semana que vem e organizando multidões de moradores inorgânicos da casa reencontrei essa joia da @maira.mendes.galvao. reli, claro.
Em Jamanta na testa a rugosidade, os atritos e a aderência das texturas sonoras esculpem uma linguagem de resgate lexical de um feminino em fluxo bélico que alcança eras remotas e vestígios de futuro dentro de um mesmo corpo, de uma mesma vida. O ofício da poeta, de paleontóloga da língua (portuguesa, espanhola e inglesa) aqui tratada com uma hiperconsciência dá trafego à uma voz narrativa que se vale do chiste e do barroco para um regresso às paisagens citadinas, ao mundo do mato retorcido do cerrado. Regresso sem périplo, a viagem aqui é de matiz haroldiana, é incessante e se faz pela materialidade do pensamento invocado em versos.
Seja na superfície do signo decupado em um torvelinho de imagens cruas ou encruadas ou na bagagem avolumada pelo peso de cabeças, monolitos e flora, Jamanta é um livro que rastela sua própria estrutura, poemas que se granulam em galáxias. Poderíamos passar anos em cada um deles.
leiam a Maíra Mendes Galvão.
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