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Cartas para a minha mãe, de Teresa Cárdenas. Editora Pallas.

  • 30 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura



Depois de saber o título em espanhol para o Cartas para a minha mãe, de Teresa Cárdenas, Cartas al cielo, o livro ganha ainda mais força pictórica e sentimenal: a correspondência com a mãe morta é o lugar onde racismo, misoginia são revolvidos.


O olhar e a escrita endereçadas à mãe é o de uma criança de 10 anos, linguagem de ternura, melancolia e pranto em uma voltagem que expõe à mãe, violências e resistência diante das novas configurações familiares e escolar. A personagem narradora não é nomeada e logo após a morte da mãe vai morar com a tia Catalina e suas filhas Lilita e Nina. No mundo escolar e no microcosmo doméstico o racismo é deflagrado e a conquista da auto-estima vem pelo gesto da escrita, pela amizade com o colega Roberto e com o apego e cuidado de uma senhora curandeira e jardineira, a Menú.


Uma jornada de cartas que vão como em uma travessia da infância para a adolescência abrigando tumultos, humilhações, resistência, alegrias e sobretudo saudades.


 
 
 

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