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Bárbaro, de Renato Moriconi. Companhia das Letrinhas.

  • 31 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

10 anos de o Bárbaro, de Renato Moriconi. Livro povoado por eras e mitologias atravessadas por um cavaleiro excêntrico e solitário.


O Bárbaro instiga os instintos do leitor ao abrigar o silêncio, ao prescindir dos signos verbais para que entre a fonte de aventura e a sina de medo constitutivos do corpo de uma criança se crie uma narrativa repleta de flagras mágicos.


O cavaleiro guerreiro provoca um efeito de deslumbramento, uma reação de contemplação sobre o tempo da valentia e, no final, como uma espécie de aumento da carga dramática se dá o resgate da criança, enfabuladora de mundos, do carrossel pelos braços do pai. Ali a suspensão do imaginário de combates épicos dá espaço para um fluxo mais lírico, agora com a chegada do pai, o guerreiro pode reverberar suas dores, seus medos e frustrações.


 
 
 

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