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As palavras trocadas, de Laura Erber. Editora Ayine.

  • 30 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura



Os poemas de as palavras trocadas, de Laura Erber, aglutinam a lírica como ente insuspeito de envio do desejo, da nostalgia e da fratura do presente seja pelas reminiscências ou pelo vislumbre obsedado aos flagras de um futuro de enlances.


As evocações ao tempo falível das partilhas e as conduções de uma linguagem que vê o outro, amante ou o poema em sua corporeidade rítmica indiciam um ânimo sentimental e epopéico que não vacila, mira nos vestígios mas escava e coleta algo intacto resguardado por uma espécie de sina e de sonda às voltas com o agora metamorfoseado em outras eras e semblantes, de besouros, lagarto, flor...


Ainda que o incêndio seja um acontecimento fundante dos passos estrangeiros, do fluxo migratório da voz narrativa ele ressoa mais pela força de aderência ao périplo do que algo que revoa sem deixar rastro. Nada se perde nessa viagem nem é cooptado pelo espectral, texturas, cheiros, insetos, estações, avenida, pedra reconvocam comunhão, vigília e um pacto irrevogável com a escritura.


 
 
 

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